Sobre a audição

Afinal, o que é a audiometria?

Sintomas como dificuldade para ouvir sons cotidianos e problemas para entender o que as pessoas dizem podem indicar o desenvolvimento de certo grau de perda auditiva. Nesse caso, o médico pode solicitar um exame chamado audiometria para investigar mais a fundo. Você já ouviu falar sobre esse exame? Sabe o que é audiometria?

Por meio dela, é possível identificar se a pessoa apresenta algum sinal de perda da audição, definir um diagnóstico e começar o tratamento mais adequado para cada caso — muitos vezes, o uso de aparelho auditivo.

Neste conteúdo, mostraremos como é feito esse procedimento, quem é o profissional responsável pela realização do exame, quais os principais sinais de que o indivíduo está sofrendo perda de audição, entre outras questões que você precisa saber sobre o assunto.

Quais são os principais sintomas de perda auditiva?

Em grande parte dos casos, o indivíduo não nota que está perdendo sua capacidade de audição, pois não relaciona a surdez com outros sintomas que estão associados, como isolamento social, dificuldade para manter o foco e depressão.

Dificuldade para entender o que as pessoas dizem

É muito comum que a perda auditiva comece a ocorrer na percepção de determinados sons de fala, em especial os agudos. Você deve ter percebido que muitas pessoas relatam que escutam, mas não entendem.

Pois bem, isso acontece porque elas conseguem ouvir melhor as vogais que apresentam sons graves. Já as consoantes, com sons agudos, não são ouvidas da mesma forma, o que gera confusão no sentido das frases e prejudica o entendimento.

Leitura labial

Se o indivíduo costuma falar apenas de frente para as outras pessoas, fazendo apoio na leitura labial como ferramenta para compreender melhor as palavras, pode significar que ele sofre de perda auditiva.

Dificuldade de comunicação em lugares ruidosos

A dificuldade de escutar em lugares com muita gente e ruídos, como feiras, shoppings e festas, pode estar ligada a uma perda auditiva. Porém, cuidado: é importante observar e diferenciar se ocorre indisposição para conversar em locais barulhentos ou se a pessoa realmente não consegue compreender o que os outros dizem.

Zumbido

Existem diferentes manifestações de zumbido e, muitas vezes, não se relacionam a estímulos sonoros externos, como chiados, toques e cliques. A constância ou intermitência de zumbidos pode causar grande desconforto e estresse no indivíduo que os escuta.

Intolerância a sons intensos

Um ponto muito comum em pessoas com perda de audição é a intolerância a ruídos, também conhecida como hipersensibilidade paradoxal. Um exemplo comum disso é quando um idoso se queixa do alto volume da televisão ou música quando, na verdade, os níveis são considerados normais e tolerados por pessoas com audição saudável.

Quais são os tipos de perda auditiva?

Existem diferentes causas para que uma pessoa comece a perder sua audição. Neste tópico mostraremos os principais tipos de perda auditiva.

Sensorial e condutiva

A perda auditiva é classificada como sensorial quando sua causa está associada à lesão das células ciliadas pequenas, localizadas no ouvido interno. Diferentes motivos podem levar à perda auditiva sensorial, como:

  • estilo de vida;
  • exposição a ruídos;
  • fatores genéticos
  • medicamentos;
  • idade.

Quando o indivíduo perde totalmente ou reduz parte de sua capacidade de conduzir o som do ouvido externo e médio para o interno, a perda auditiva é considerada condutiva.

Em apenas um ou nos dois ouvidos

Uma pessoa pode perder parte de sua audição em um ouvido ou nos dois ao mesmo tempo. Se o problema for constatado apenas em um ouvido, é chamada de perda auditiva unilateral. Se for nos dois, é conhecida como perda bilateral.

Induzida por ruído

Ocorre quando a pessoa é exposta com frequência, constância e/ou intensidade a ruídos de altos níveis, sendo muito comum em determinadas profissões, como profissionais de trânsito, operários, soldadores, músicos, entre outras que lidam com barulho ou música muito alta.

Além das perdas auditivas citadas, existem também outras variações e causas. Entre elas:

  • permanente;
  • temporária;
  • súbita;
  • presbiacusia — causada pela idade avançada;
  • genética;
  • deficiência auditiva de baixa frequência;
  • deficiência auditiva de alta frequência.

Quais profissionais estão mais expostos à perda de audição?

Qualquer nível de ruído pode causar prejuízos para a audição. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível de ruído recomendável para a audição é de até 50 decibéis (dB). No entanto, existem diversas profissões em que esse limite é extrapolado, com a exposição a sons altos e repetitivos com muita constância. Entre as ocupações que estão mais vulneráveis a esses ruídos podemos citar:

  • motorista de ambulância;
  • controlador de tráfego aéreo;
  • carpinteiro;
  • músico;
  • DJ;
  • coletor de lixo;
  • lenhador;
  • trabalhador de construção;
  • operador de máquinas;
  • costureiros industriais;
  • profissional de trânsito.

É muito importante que esses profissionais utilizem EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para proteger seus ouvidos dos ruídos no ambiente de trabalho. Além disso, os trabalhadores devem ser monitorados pela medicina do trabalho e fazer exames de audiometria com maior frequência.

O que é audiometria?

A audiometria é um teste realizado para verificar qualquer alteração no que diz respeito à capacidade de ouvir e compreender os sons. Esse exame é bem rápido, não provoca dor e não é invasivo, ou seja, não há necessidade de cortes, suturas e injeções, por exemplo.

Qual a importância da audiometria?

Fazer a audiometria periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, é indispensável para verificar como está a sua audição e detectar danos de forma precoce. Assim, é possível mudar hábitos para evitar que o problema evolua.

Como a perda auditiva ocorre de maneira gradativa, com sintomas muito leves no início, esperar que eles apareçam para procurar ajuda médica pode fazer com que a surdez sofra agravos e necessite de medidas mais intensas, como o uso de aparelho auditivo.

Como ela é realizada?

Para a realização do exame, a pessoa deve ficar dentro de uma cabine acústica, de forma que nenhum som externo atrapalhe o teste e comprometa o resultado. Existem dois tipos de audiometria:

Tonal

A pessoa vai usar fones de ouvido e deve responder aos estímulos sonoros que são produzidos. Nesse caso, como é um exame subjetivo, sempre que perceber o som (pode ser grave, médio ou agudo), deve fazer um sinal para o profissional. O teste é feito nos dois ouvidos, separadamente, ou seja, um de cada vez. A finalidade desse tipo de audiometria é identificar o estímulo auditivo mais baixo que a pessoa pode notar, detectando qualquer possível perda auditiva e o grau apresentado.

Vocal

Para a realização da audiometria vocal também é preciso usar fones de ouvido, mas nessa situação a pessoa deve repetir algumas palavras que ora apresentam uma intensidade fixa (o volume não varia), ora apresentam uma intensidade cada vez mais baixa (o volume diminui). Nessa situação, o objetivo é analisar se a pessoa consegue compreender as palavras que são ditas.

Se no resultado constar algum possível problema auditivo, o médico pode solicitar que o exame seja feito novamente. É importante lembrar que se a pessoa estiver gripada, por exemplo, o resultado pode não ser totalmente confiável. Nesse caso, o exame deve ser repetido.

Em que situações o exame é solicitado?

Além da solicitação para exames de rotina em consultório médico, o otorrinolaringologista geralmente pede a audiometria quando uma pessoa diz que não está ouvindo bem ou quando essa informação é fornecida por algum membro da família.

Em empresas e fábricas nas quais os funcionários estão expostos a ruídos constantes, o exame também é realizado com maior frequência, com a finalidade de verificar possíveis alterações na audição.

Quais profissionais podem realizar a audiometria?

Normalmente, uma audiometria é realizado por um fonoaudiólogo ou por um médico otorrinolaringologista. Eles são os profissionais mais aptos e habilitados para realizar o procedimento.

Se você ou alguém próximo tem apresentado dificuldades para ouvir, procure ajuda quanto antes, pois é mais fácil tratar o problema quando ele é percebido logo no início. Procure um centro auditivo de confiança, que conte com profissionais capacitados e com tecnologia avançada, e agende uma triagem. Para fazer um teste agora mesmo utilize nosso simulador online e gratuito.

Quais são os possíveis resultados do teste?

O resultado da audiometria é medido em decibéis (dB) e pode variar em uma escala de 10 a 120 decibéis de perda auditiva. Confira abaixo quais são os possíveis resultados:

  • abaixo de 25: audição normal
  • de 26 a 40: perda auditiva leve
  • de 41 a 55: perda de audição moderada
  • de 56 a 70: perda auditiva moderadamente severa
  • de 71 a 90: perda de audição severa
  • acima de 90: perda auditiva profunda

O que deve ser feito após obter um resultado de audiometria alterado?

Após obter um resultado com alterações na audiometria, a recomendação é procurar o otorrinolaringologista novamente para que o profissional identifique qual foi a causa da perda auditiva e oriente sobre medidas para evitar que o problema sofra agravos.

Na maioria dos casos, o tratamento para recuperar a capacidade de ouvir é feito com o uso de aparelhos auditivos, que amplificar os sons de forma clara para que a pessoa compreenda falas e outros sinais sonoros.

Atualmente, os casos mais severos podem ser encaminhados para colocação de implante coclear, um dispositivo eletrônico instalado por meio de cirurgia que transforma os sons em estímulos elétricos que são enviados diretamente ao nervo auditivo.

Independentemente do grau de perda auditiva, é muito importante procurar o médico para receber o tratamento adequado: essa é a única forma de recuperar a sua qualidade de vida.

Ao longo deste artigo você pôde descobrir o que é audiometria e como esse exame é fundamental para quem apresenta sintomas de perda auditiva, em especial se a pessoa tem relação com fatores que aumentam o risco, como um trabalho com exposição frequente a ruídos altos. No entanto, não se esqueça que esse teste também deve ser feito periodicamente como forma de prevenção. Afinal, prevenir é sempre muito melhor que remediar.

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