Sobre a audição

Surdo ou deficiente auditivo? Entenda aqui as diferenças

surdo ou deficiente auditivo

Frequentemente, os termos surdo ou deficiente auditivo são confundidos. Ainda que comum, essa confusão deve ser evitada, uma vez que existem diferenças entre essas terminologias e os pacientes de cada caso devem ser tratados de acordo com suas respectivas condições.

Para diferenciar e definirmos melhor a diferença, preparamos este texto, no qual explicamos as principais diferenças entre “surdo” e “deficiente auditivo”. Acompanhe até o fim e fique por dentro!

Surdez

Essa é a terminologia adequada para se referir a quem tem surdez profunda, seja ela unilateral ou bilateral (em um ou nos dois ouvidos). Comumente, a pessoa surda já nasce sem a audição ou a desenvolve ainda no período pré-lingual. Muitas vezes; “Aparelhos Auditivos Potentes” e até “Implantes Cocleares” conseguem ajudar nesse processo. São raras as exceções que não conseguem uma compensação, ou tratamento à tempo… e assim, não ouvir acaba sendo uma consequência.

Na grande maioria dos casos, o processo de alfabetização vai acontecer normalmente, quando o problema é tratado logo no início. E se isso não acontecer, o indivíduo tem a opção de se alfabetizar em LIBRAS (a Língua Brasileira de Sinais).

Vale reforçar que surdo-mudo é um termo defasado e que não deve mais ser utilizado. Outra distinção deve ser feita com relação ao termo Surdo: quando grafado em maiúsculo, sinaliza alguém que faz parte da comunidade Surda, isto é, aqueles que se utilizam da LIBRAS para se comunicar.

Mesmo hoje, tendo diversas opções de tratamento e soluções, a existência dessa fatia/comunidade reforça a importância do investimento em medidas que possibilitam a acessibilidade e a inclusão desse grupo de pessoas em todos os ambientes.

Deficiência auditiva

Diferentemente de quem nasce surdo, o deficiente auditivo é alguém que nasceu ouvindo e teve perda auditiva ao longo da vida. Na maioria dos casos, essa pessoa ainda apresenta algum percentual de audição.

Como cresceram no mundo ouvinte, o mais comum é que essas pessoas tenham sido alfabetizadas em português. Assim, elas se utilizam de outros recursos para se comunicarem, como a leitura labial e o aparelho auditivo, que é o mais indicado para essa compensação. Por isso nem sempre os deficientes auditivos se comunicam por meio da LIBRAS.

Existem diversos fatores que podem contribuir para a perda parcial da audição ao longo da vida. Entre elas, destaca-se:

  • trabalho em locais com barulho extremo;
  • acidentes envolvendo explosões, tiros ou outras descargas sonoras intensas;
  • agravamento de infecções no ouvido;
  • utilização de determinados medicamentos.

Todavia, a principal causa da perda auditiva é natural e está relacionada ao envelhecimento. Comumente, a partir dos 50 anos são registrados os primeiros indícios da perda auditiva. Ainda que você “ache normal”, ela não deve ser negligenciada e é importante procurar auxílio médico assim que os primeiros sintomas sejam percebidos.

A possibilidade da perda auditiva reforça a importância da proteção à audição. É preciso utilizar os equipamentos necessários quando próximo a barulhos estridentes, além de realizar check ups periódicos, preferencialmente com fonoaudiólogos (profissionais responsáveis por avaliar a saúde auditiva).

Entendeu a diferença entre surdo e deficiente auditivo? Conhecer as particularidades de cada um desses casos é importante para saber como lidar com essas pessoas de forma inclusiva e, também, respeitosa.

Aproveite a visita ao nosso site e saiba mais sobre a importância do fonoaudiólogo no atendimento a deficientes auditivos. Boa leitura e até a próxima!

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